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quinta-feira, 30 de abril de 2009
Esta é a noite em que o véu que divide os mundos torna-se tênue. Este é o Ano-Novo na hora da morte do ano, quando a colheita foi feita e os campos estão vazios. Pois, esta noite, o rei do ano que se encerra navegou para o mar sem sol, que é o ventre da mãe, e aporta na Ilha Resplandecente, o luminoso ovo do universo, tornando-se a semente de seu próprio renascimento. Os portões da vida e da morte são abertos; o Filho do Sol é concebido; os mortos andam e, para os vivos, o mistério é revelado: cada fim é apenas um novo início. Encontramo-nos no tempo fora do tempo, em todos e em nenhum lugar e, aqui e lá, para saudarmos o Senhor da Morte que é o Senhor da Vida e a Deusa Tríplice que é o círculo do renascimento.
[A Dança Cósmica das Feiticeiras, Starhawk] |
Lu às 23:02
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