O Olho é uma espécie de globo,
é um pequeno planeta
com pinturas do lado de fora.
[...]
Mas por dentro há outras pinturas,
que não se vêem:
umas são imagens do mundo,
outras são inventadas.
(Cecília Meireles)


Domingo, 21 de Junho de 2009

Nós já celebramos os Antigos
Um novo ano de amor e união
É Yule que chegou agora
A Criança da Promessa traz renovação

Lu às 06:44




Nós já festejamos os Antigos
Um novo ano de celebração
É Yule que chegou agora
A Criança Prometida nasce então

Lu às 06:30




A maré mudou!
A luz voltará novamente!
Em um novo amanhecer, em um novo dia.
O sol está se levantando!
Io! Evoé! Abençoado seja!

Lu às 05:28




Ar move, fogo transforma,
água forma, terra cura,
E a roda vai girando,
Vai girando,
E a roda vai girando, vai

Lu às 05:10




- Esta é a noite do Solstício, a mais comprida do ano. Agora, a escuridão triunfa; no entanto, recuará e se transformará em luz. O fôlego da natureza está suspenso: todos aguardam, enquanto dentro do caldeirão o rei da escuridão é transformado em criança da luz. Aguardamos a chegada do amanhecer, quando a grande mãe dará a luz novamente à divina criança, o sol, que é o portador da esperança e a promessa do verão. Esta é a quietude atrás do movimento, quando o próprio tempo pára; o centro que também é a circunferência de tudo. Estamos todos acordados na noite. Giramos a roda para que ela traga a luz. Invocamos o sol do ventre da noite.

[Starhawk, A Dança Cósmica das Feiticeiras]

Lu às 02:22







Hoje, na noite mais longa do ano, nós que rodamos a Roda pelo sul, celebramos Yule - o Solstício de Inverno -, que representa o triunfo da luz sobre as trevas, a vitória do Rei do Carvalho sobre o Rei do Azevinho.

Celebramos o nascimento da Criança da Promessa, a Criança Divina - o renascimento do Sol do ventre escuro da Mãe Terra - simbolizando assim a renovação das esperanças, nosso próprio renascimento.

Para nós pagãos este é um tempo de mudanças, tempo de refletir, de analisar o que é e o que não é saudável em nossas vidas e em nossos relacionamentos, para sermos capazes de, na noite do Solstício, queimar no fogo sagrado tudo o que não nos é salutar, toda a madeira morta. Pedindo depois sabedoria para fertilizar com as cinzas do que foi queimado, nossos corações e vidas, preparando-nos assim prum novo plantio.

Acreditamos que neste Sabbat a Luz - seja de uma fogueira, de velas, do fogo da lareira - torna-se um elemento mágico capaz de ajudar o Sol a retornar para a Terra, para nossas vidas, corações e mentes.

Para nós Yule é uma época de reafirmar a continuação da vida;
De honrar a Deusa na plenitude de seu aspecto Mãe;
De purificação e renovação;
De celebrar o Espírito da Terra, pedindo coragem e forças para enfrentar os obstáculos e dificuldades que porventura venhamos atravessar durante o próximo ciclo;
Uma época de estar junto daqueles a quem amamos, daqueles que são importantes em nossas vidas;
De rir, conversar, cantar, dançar, brincar, sentar, contar histórias. Junto, juntos, celebrando assim a vida e a união.


Saol na saol, Tús go deireadh.
Tá muid beo, Go deo.

(Eternamente, começando para terminar.
Nós estamos vivos, Eternamente.)



Feliz Yule a todos!!!

Lu às 02:07




Quarta-feira, 10 de Junho de 2009

Teal'c é o meu herói.

Lu às 22:46




Terça-feira, 12 de Maio de 2009

CABEÇA - Todo mundo quer saber o que se passa na minha cabeça. Xampu, né?

CÉU - A cor do céu depende da hora, do tempo e de quem olha. Quem diz que o céu é azul, nem desconfia que, de noite, ele pode ser preso e, quando vai anoitecendo, pode até ser rosa ou vermelho. Quem diz que o céu é azul, é analfabeto de céu.

CHORO - É chuva dos olhos.

COMPLICAÇÃO - É uma coisa que adulto adora. Sempre faz uma coisa fácil parecer difícil. Eu, por exemplo, descobri que esporadicamente não quer dizer nada de mais. Só quer dizer de vez em quando.

CORAGEM - É quando a gente tem muito medo e faz uma cara que nem parece.

[Pedro Bloch, in Dicionário do Humor Infantil]

Lu às 22:41




 Barenaked Ladies - The Big Bang Theory Theme Song


[Barenaked Ladies - The History of Everything]

Lu às 17:26




Sexta-feira, 1 de Maio de 2009

Nós já celebramos o grão renascido
O Deus caminhou ao país de verão
É Samhain que chegou agora
O véu entre os mundos eleva-se então

Lu às 15:30




Que eu seja como a que tece o pano na floresta, profundamente escondida.

Que eu possa fazer o meu trabalho sem interrupção.

Que eu conheça a procissão sazonada do meu espírito e do meu corpo, e possa celebrar os quartos em cruz, solstícios e equinócios.

Que cada Lua Cheia me encontre a olhar para cima, nas árvores desenhadas no céu luminoso.

Que eu possa acariciar flores selvagens, cobri-las com as mãos.

Que eu possa libertá-las, sem apanhar nenhuma, para viver em abundância.

Que meus amigos sejam da espécie que ama o silêncio.

Que sejamos inocentes e despretensiosos.

Que eu seja capaz de gratidão.

Que eu saiba ter recebido a alegria, como o leite materno.

Que eu saiba isso como o meu gato, no sangue e nos ossos.

Que eu fale a verdade sobre a alegria e a dor, em canções que soem como o aroma do alecrim, como todo o dia e na Antigüidade, erva forte da cozinha.

Que eu não me incline a autopiedade.

Que eu possa me aproximar dos altos trabalhos da terra e dos círculos de pedra, como raposa ou mariposa, e não perturbar o lugar mais que isso.

Que meu olhar seja direto e minha mão firme.

Que eu me sente ao lado do fogo no inverno e veja as chamas brilhando para o que vier, e nunca tenha necessidade de advertir ou aconselhar, sem que me pecam.

Que o lugar onde habito seja como uma floresta.

Que haja caminhos e veredas para as cavernas e poços e árvores e flores, animais e pássaros, todos conhecidos e por mim reverenciados com amor.

Que minha existência mude o mundo não mais nem menos do que o soprar do vento, ou o orgulhoso crescer das árvores. Por isso, eu jogo fora a minha roupa.

Que eu possa conservar a fé, sempre!

Que jamais encontre desculpas para o oportunismo.

Que eu saiba que não tenho opção, e assim mesmo escolha como a cantiga é feita, em alegria e com amor.

Que eu faça a mesma escolha todos os dias e de novo.

Quando falhar, que eu me conceda o perdão.

Que eu dance nua, sem medo de enfrentar meu próprio reflexo.

[Rae Beth]

Lu às 00:18




Quinta-feira, 30 de Abril de 2009

Esta é a noite em que o véu que divide os mundos torna-se tênue. Este é o Ano-Novo na hora da morte do ano, quando a colheita foi feita e os campos estão vazios. Pois, esta noite, o rei do ano que se encerra navegou para o mar sem sol, que é o ventre da mãe, e aporta na Ilha Resplandecente, o luminoso ovo do universo, tornando-se a semente de seu próprio renascimento. Os portões da vida e da morte são abertos; o Filho do Sol é concebido; os mortos andam e, para os vivos, o mistério é revelado: cada fim é apenas um novo início. Encontramo-nos no tempo fora do tempo, em todos e em nenhum lugar e, aqui e lá, para saudarmos o Senhor da Morte que é o Senhor da Vida e a Deusa Tríplice que é o círculo do renascimento.

[A Dança Cósmica das Feiticeiras, Starhawk]

Lu às 23:02




Um novo Samhain está chegando


Hoje, nós pagãos que rodamos pelo sul, celebraremos a conclusão de mais um giro da Roda.

Samhain, o terceiro e último festival da colheita, simboliza o final de um ciclo e o prenúncio de um novo.

Estamos nos aproximando da época em que a Terra se recolhe e a Deusa parte em sua viagem anual aos mundos interiores.

É quase hora de nos despedirmos do Deus, que vai penetrar na eterna escuridão para retornar - renascido - em Yule.



Samhain (pronuncia-se souêin) significava, para os celtas, o final de um ciclo e o prenúncio de um novo, o mergulho na escuridão e na morte à espera do renascimento. Era o mais importante dos Sabbats, representando a passagem do Ano Novo e o terceiro e último festival da colheita. Simbolizava não mais a celebração dos cereais ou das frutas, mas a matança dos animais que não mais serviam para a reprodução, sendo transformados em conservas para o inverno. Na Roda do Ano, Samhain é o oposto de Beltane, regido pela Deusa Anciã e pelo Deus da Morte.

Na mitologia irlandesa, em Samhain celebrava-se a união da deusa da guerra Morrigan a Dagda, o deus da Terra, garantindo, assim, a sobrevivência da terra durante as vicissitudes do inverno. As lendas celtas contam como Cailleach, a deusa Anciã, congelou a terra, batendo nela com seu cajado. Lamentando a morte sacrificial do Deus, reresentada pelo fim do ciclo da vegetação, a Anciã se recolhe para preparar em seu caldeirão a poção mágica do renascimento.

Nos países nórticos e celtas, acreditava-se que vários Espíritos da Natureza, principalmente as Fadas Escuras, perambulavam pela terra nesta noite, perturbando as pessoas e assustando os animais. Para mantê-los à distância, fogueiras e lanternas de abóboras eram acesas nas colinas e oferendas eram deixadas nos bosques. Em Roma, celebravam-se neste dia as deusas Pomona e Fortuna, com oferendas agradecendo pela colheita e rituais para atrair a boa sorte.

Em algumas Tradições da Deusa, esta noite é dedicada a Cerridwen, a deusa celta detentora do caldeirão sagrado da sabedoria e da transmutação, a face anciã da Grande Mãe. Comemora-se, também, a descida da deusa suméria Inanna, em visita a sua irmã Eresshkigal, a senhora do mundo subterrâneo, sendo imolada e morta antes de voltar, renovada e mais sábia, ao mundo dos homens. No mito grego, Deméter desce para visitar sua filha Perséfone no mundo escuro dos mortos, implorando-lhe para que volte com ela à superfície. Hécate, a deusa das encruzilhadas, encaminha as almas, iluminando-lhes a passagem com sua tocha.
(Mirella Faur, O Anuário da Grande Mãe)




Que esse seja um tempo de reflexão.
Que esta data seja o final de um ciclo, mas que seja também o prenúncio de um novo.
Que nós todos sejamos felizes na viagem ao ventre escuro da Mãe Terra.
Que mergulhemos na escuridão, à espera do renascimento.
Que encaremos de frente nossos medos e limitações.
Que consigamos nos livrar de tudo que é "peso morto" em nossas vidas.
Que saiamos do ventre escuro da Mãe Terra regenerados e transformados.
Que não nos esqueçamos que a (nossa) vida é um ciclo. É feita de nascimento, crescimento, amadurecimento, envelhecimento, morte, nascimento, crescimento, amadurecimento, envelhecimento, morte, nascimento... contínuos.
Que lembremo-nos sempre de que cada fim é apenas um novo início.


Ar move, fogo transforma,
água forma, terra cura,
E a roda vai girando,
Vai girando,
E a roda vai girando, vai...


Lu às 22:18







Um Conto de Samhain
[Minha adaptação livre da estória original, de autor desconhecido]

Selene sentou-se no chão e olhou para o céu claro, limpo e estrelado. O reflexo da Lua cheia na água a fez pensar numa pérola, redonda e branca... mas logo as crianças chegaram, e sentaram ao seu redor, interrompendo seus pensamentos.

Sorrindo, Selene olhou para cada uma delas e perguntou: Comecemos?

Vou contar para vocês a estória de como o Cornudo se sacrifica todos os anos para garantir força à Grande Mãe, para que esta possa vencer o frio do Inverno.

Estão prontos?

As crianças acalmaram-se para ouvir Selene.

O Sol sumia no Oeste, e as aves noturnas já deixavam seus ninhos, algumas ameaçando cantar. Debaixo das árvores, correndo para suas tocas, os pequenos animais apressavam-se, fugindo do frio cortante que se faria presente em pouco tempo. Aquela era a época do Cornudo, e só as criaturas mais fortes sobreviveriam ao inverno que se aproximava.

O Sol baixou, baixou, até que só se via uma fina linha de separação entre céu e Terra no horizonte. Tudo ficou avermelhado, com um ar mais mágico. Então, a luz se foi.

A Lua se fez crescente no céu, um vento gelado começou a correr por entre os troncos seculares das árvores.

Ouvia-se agora o som de uma flauta. Tão límpido e cristalino que a superfície do lago, antes parada, tremulou ao som da melodia alegre.

Todos os animais da floresta pararam para ouvir, e mesmo as aves noturnas cessaram seu canto orgulhoso. Por entre as árvores, a flauta ressoou por toda a floresta. Mais nada se ouvia.

Atravessando o lago, um pouco depois do Grande Carvalho, estava a fonte de tal encantamento: sentado numa pedra coberta de limo, balançando ao som da flauta de bambu, um ser robusto, com tronco e cabeça de homem, pernas cobertas de pêlo, cascos de bode e grandes chifres pontiagudos.

Ele observava a donzela que dançava ao som de sua música, logo à sua frente. Ela tinha longos cabelos que escorriam até a altura da cintura. Os fios sedosos acompanhavam os movimentos da dança, pés habilidosos moviam-se descalços sobre a grama.

A Deusa nunca havia estado tão bela quanto naquela noite. Os dois brincaram nus, na noite fria da floresta, e alguns animais se juntaram ao redor da clareira. Após algum tempo, cansada Ela sentou-se, e olhando para o Cornudo, esperou que a música terminasse.

Quando o Deus afastou a flauta de seus lábios, as figuras dos animais e da Donzela desapareçam, eram apenas lembranças... A Deusa agora recolhia-se grávida no Mundo Subterrâneo, pronta para dar à luz dentro de pouco tempo.

Era necessário que o Sol Novo nascesse.

O Cornudo levantou-se com tristeza e caminhou até o lago, para observar seu reflexo. Já estava velho e fraco, mas ainda continha grande energia... energia necessária para que a Deusa aguentasse o parto que se seguiria em menos de dois meses.

Já não podia continuar a viver... a Terra precisava de seu sangue, o Sol Novo de sua energia.

Um grito ecoou em sua mente: a Deusa sofria. Aquele era o momento certo. O Cornudo olhou para os céus, e olhando para a mata, despediu-se de sua casa.

Tambores rufaram quando Ele ergueu suas mãos e pronunciou as palavras secretas. Envolto em brumas desapareceu.

Aqui, numa clareira nas montanhas, já distante da floresta, ouvia-se no Círculo o som dos tambores. Uma música rápida e repetitiva que tornava o ar quase palpável.

O Velho Cornudo surgiu no centro do círculo, com um olhar decidido em seu rosto. Tinha agora em suas mãos uma adaga ritual, e quando Ele a levantou apontada para seu peito os tambores cessaram.

Cernunnos fechou os olhos, e o momento se fez silencioso... aqueles segundos duraram milênios. Ele levou a adaga a seu peito, e os tambores voltaram a tocar.

Quando a lâmina fria rasgou a carne do Deus, não houve um grito, sequer um sussurro de dor, apenas o som do sangue derramando-se sobre a terra. O Cornudo ajoelhou-se, com calma em seu olhar. Com as próprias mãos, abriu a ferida para que os Espíritos Ancestrais recolhessem o sangue.

Quando o Círculo tornou-se silencioso novamente, quando todos os Espíritos Ancestrais já haviam partido, o Deus deitou, virou-se para as estrelas, e esperou que a paz voltasse a reinar sobre a floresta. Ainda sentia o sangue escorrendo para fora de seu corpo, regando o círculo sagrado em que repousaria para sempre.

Do solo, ou talvez de lugares além das estrelas mais distantes, elevou-se um cântico, murmurado e pausado. Talvez fossem as pequenas criaturas, ou ainda as estrelas, despedindo-se de seu Deus...

Hoof and Horn, Hoof and Horn
All that Dies Shall be Reborn.
Corn and Grain, Corn and Grain
All that Falls Shall Rise Again


O Cornudo sentiu sua energia retornando ao útero da Grande Mãe, que agora deixava de sofrer. Ele morreu sorrindo, sabendo ser a semente de seu próprio renascimento.

Os Espíritos Ancestrais então romperam a barreira entre os dois mundos e caminharam por sobre a Terra, espalhando o sangue e a força do Deus, para que pudéssemos sobreviver através dos tempos difíceis que se aproximavam.

Selene limpou uma lágrima que escorria de seu rosto. As crianças ainda ouviam atentas.

É por isso que os Espíritos Ancestrais vêm ao nosso mundo nessa noite tão escura. Eles trazem consigo um pouco do sangue do Deus Cornudo, que só renascerá em Yule, o Solstício de Inverno. Trazem conselhos, proteção e promessas de que nos irão guiar durante todo o período escuro do ano.

Devemos, portanto, saudar os Espíritos Ancestrais porque, sem eles, a semente do renascimento não seria espalhada.

Agora vão para a Casa Grande, já vamos começar o ritual.

Deixando que as crianças corressem na frente ela parou no meio do caminho, permitindo-se escutar os sons do além, e então, de algum lugar, chegou aos seus ouvidos um cântico...

Hoof and Horn, Hoof and Horn...

Selene continuou a caminhar em direção à Casa Grande.

Lu às 21:30




Segunda-feira, 6 de Abril de 2009

sim. eu acredito em Deuses.
e dicumforça.

Lu às 16:20




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